Marc Geiger (Foto: Reprodução)

Com as aglomerações bloqueadas desde o início da quarentena em março desse ano, todas as programações, shows, festivais, foram interrompidos por conta da pandemia do coronavírus. Com tudo isso, foi inevitável uma quebra financeira no meio do entretenimento e muitos profissionais que trabalham nesse cenário está sem fonte de renda, principalmente a equipe que trabalha atrás dos palcos. O que todos esperam é que uma vacina contra a COVID-19 seja criada até o começo de 2021 e, então, as coisas voltem definitivamente ao normal. No entanto, Marc Geiger, cofundador do grandioso festival Lollapalooza, não tem boas notícias. Na visão dele, os shows só devem voltar em 2022, conforme ele disse em entrevista ao The Bob Lefsetz Podcast.

“Meu palpite é de final de 2021, mais provavelmente em 2022. Acho que é assim que vai ser – todo mundo sabe como está… Na minha humilde opinião, será 2022“, disse ele sobre a possibilidade de retornar com os shows ao vivo com plateia em meio à crise mundial.

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“Vai demorar tanto para o que eu chamo de economia da germafobia ser morta lentamente e ser substituído pelo que eu chamo de economia da claustrofobia, que é todo mundo quer sair e voltar para jantar e ter a vida e ir para festivais e ir a shows. E meu instinto é que vai demorar um pouco. Como você pode ver, esses eventos super aglomerados não se sairão muito bem enquanto o vírus estiver presente. Meu instinto é que o mundo tem um tempo muito longo e forçado… isso é maior que nós”, opinou ele.

E como esse cenário fica até 2022? “É economicamente devastador. Eu não acho que qualquer desculpa possa ser apresentada… Haverá uma enorme quantidade de derramamento de sangue, falências, não será bom para a maioria da indústria”, continuou.

“A devastação econômica será maior do que as pessoas pensam. A reformulação será maior do que as pessoas pensam”, finaliza.

Os lançamentos de artistas também sofreram alterações – como lançar uma música, um clipe, como gravar algo no meio da pandemia? Proibindo aglomerações, a maioria dos vídeos estão sendo gravados de casa. Em entrevista ao portal Popline, o diretor Felipe Sassi falou sobre essa nova adaptação.

“Temos limitações, claro. Mas nesse momento é bom evitar contar uma história que tenha muitas pessoas, muitas mudanças de ambientes ou que necessitem de uma complexidade maior de luz, movimento de câmera e arte. Existem outras diversas limitações também, mas é possível produzir boas ideias que se tornam grandes clipes”.