Janis Joplin
A lenda do rock Janis Joplin (FOTO: Reprodução)


Janis Joplin foi considerada a Rainha do Rock na década de 60 por sua voz potente e uma personalidade cativante. Mas outros pontos sobre a icônica cantora também são importantes para entender sua existência nos dias de hoje. A forma de viver a vida e a sexualidade da artista são dois deles.

A vida privada de Janis era grandiosamente sexual. Ela chegou a declarar que era “simplesmente sexual” e pela contagem da própria, foram mais de 2 mil homens e centenas de mulheres em sua cama.

A “sedenta sexual” chegou a detalhar publicamente uma de suas histórias curiosas relacionadas a sua vida sexual. Certa vez, ela estava em uma viagem de trem, que terminou em decepção. Ela tinha conseguido fazer sexo com apenas 65 homens dos 365 homens que estavam a bordo com ela. Acreditam?

VEJA TAMBÉM: Pedreiro gato viraliza na web dançando hit de Ariana Grande

Nascida em uma pequena cidade do Texas, Port Arthur, a garota desde sempre soube que era diferente. O padrão conservador de seu distrito natal não amedrontou a futura cantora: na verdade, pode-se dizer que o exato oposto aconteceu em sua trajetória, marcada por liberdade e opinião própria.

Ela tinha um desejo incurável. Teve envolvimentos rápidos e demorados com diversas personalidades importantes. Mas também dormiu com marinheiros, fãs e qualquer um que ela tivesse vontade. Alguns desses relacionamentos são lembrados até os dias de hoje, tanto pela pessoa que foi envolvida com a atriz, falecida em 1970, quanto pelo público.

Holly George-Warren, crítica musical, abordou muito na biografia Janis: Her Life and Music (2019) (Janis: Sua Vida e Música, em tradução livre) esse importante lado da cantora. Considerando a mulher uma onívora sexual, a listagem de relações amorosas foi listada pela escritora.

Country Joe McDonald e Janis Joplin / Crédito: Divulgação

Muitos de seus amantes também eram artistas. O cenário da música envolvia seus membros romanticamente e de todas as maneiras possíveis. Entre eles, estavam Ron “Pigpen” McKernan, fundador da banda Grateful Dead e Country Joe McDonald, da Country Joe & the Fish, por exemplo. O último até mesmo escreveu uma música para ela, chamada Janis.

Janis ficou noiva duas vezes. A primeira em 1965, com Peter de Blanc, que trabalhava em Nova York na empresa de tecnologia IBM, e a segunda com o romancista Seth Morgan, de julho 1970 até o fim da sua vida, em outubro, apenas poucos meses depois.

Além de se envolver com muitos homens, Janis também teve relacionamentos marcantes com mulheres. A primeira moça que aparece na lista de relações da cantora é Jae Whitaker. As duas ficaram juntas até que Whitaker se cansou do uso diário de drogas pesadas da artista. Ela também traía a namorada, tendo muitas relações sexuais com outras pessoas. O nome de Whitaker apareceu na história de Janis pela primeira vez na biografia escrita por Alice Echols, Scars of Sweet Paradise (1999) (Cicatrizes de um doce paraíso, em tradução livre).

O namoro da Rainha do Rock com Peggy Caserta provavelmente é o mais conhecido quando se fala de sua vida íntima. No início, a amizade das duas era apenas platônica, mas acabou se desenvolvendo em uma história que faz parte da vida de Caserta até hoje.

Peggy Caserta e Janis Joplin / Crédito: Divulgação

As duas faziam exatamente tudo juntas: de heroína a ménage à três. Uma história contada no livro da mulher que gerenciava uma butique quando conheceu Janis, Going Down With Janis (1973) é o encontro das duas com Seth Morgan no quarto da cantora. Esse foi um dos ménages dos quais a artista fez, em 1970.

Porém, Caserta, afirma hoje que não acredita que ela era lésbica. “Ela era selvagem. Eu sou gay, tenho uma namorada. Mas Janis jamais faria algo que seus pais não aprovariam, além de cantar. Ela sempre disse que se casaria”, afirmou em uma entrevista. Janis provavelmente se enquadrava no termo bissexual, devido aos seus relacionamentos com homens e mulheres.