mamonas assassinas
O grupo Mamonas Assassinas (FOTO: Reprodução)

Uma das bandas com o sucesso mais meteórico na história da música brasileira foram os Mamonas Assassinas. O começo e o auge do grupo foi praticamente instantâneo no ano de 1994. Dois anos depois, infelizmente, Dinho e seus colegas foram alvo de um grave acidente de avião e nenhum dos membros da banda resistiu. 

Desde 2016, porém, circula uma carta atribuída a Dinho, vocalista dos Mamonas Assassinas. Publicada pelo veículo especializado em espiritismo o Cinema na Floresta, o suposto relato do vocalista da banda foi resgatado nas últimas semanas pelo site 1News.

Vinte e três anos depois da tragédia que acabou tirando a vida do grupo, o texto voltou à tona. A carta começa com Dinho pedindo aos fãs e familiares que não esperem por ele. A seguir, o suposto relato revela que a morte do grupo teria sido algo necessário. 

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O texto atribuído a Dinho diz ainda que ele considera que sua vida na terra tenha sido muito boa. O músico conta que no Céu está tendo a oportunidade de continuar cantando e mostrar o seu talento. Já em outro trecho, o relato atribuído ao líder dos Mamonas Assassinas pede aos fãs que eles chorem mas, que chorem de alegria, já que do céu a banda continua a se apresentar. Por fim, o vocalista fala do valor que o bom humor tem para a vida de uma pessoa.

“A irreverência se é inocente não prejudica, pelo contrário, é benéfica à alma.
Obrigado. Muito feliz. Dinho”,
 conclui o texto que foi psicografado pelo médium Lino Zechetto em São Paulo.

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Confira a carta na íntegra:

‘ NÃO ESPEREM POR MIM ‘

“SE EU PARTI ASSIM
É PORQUE PRECISEI
SE NÃO, IRMÃOS
NÃO IRIA DESSE MODO
NÃO PEGAVA O AVIÃO
ATRASAVA O SHOW
REPETIRIA ETERNAMENTE O BIS
MAS, NÃO ENTRAVA
NINGUÉM ENTRAVA NO AVIÃO
MINHA VIDA NA TERRA FOI BOA
NÃO DEIXOU A DESEJAR
AMEI A TODOS
MUITOS ME AMARAM
OS QUE COMIGO PARTIRAM
CREIAM, ESTÃO COMIGO ATÉ HOJE
E AQUI, ONDE ESTAMOS
REALIZAMOS NOSSO TRABALHO
COMPOMOS, CANTAMOS
TRABALHAMOS MUITO
MAS NOS DIVERTIMOS E APRENDEMOS BASTANTE
AQUI , ONDE TUDO É PERFEITO
TEMOS MUITAS PICHULAS QUE ADMIRAM A GENTE
BRASILIA AMARELA COM RODAS GAÚCHA
NÃO TEMOS NÃO
PODEMOS IR E VIR
NOS DESLOCAMOS PRA QUALQUER LUGAR
E OLHEM SÓ
SEM O AVIÃO CAIR!
É, O TEMPO PASSOU, PASSOU…
E EU CÁ ESTOU ME DIVERTINDO
ÀS CUSTAS DA TRAGÉDIA QUE FEZ A MIM
E A TODOS CHORAR
TRISTE FINAL DE SEMANA
NÃO GOSTO NEM DE LEMBRAR
SE ESTOU FALANDO ASSIM DESSE JEITO
É PORQUE TRAGO NO PEITO
BAITA VONTADE DE CHORAR
NÃO PELO QUE PASSOU
POIS MUITO BEM ME ENCONTRO E ESTOU
TAMBÉM FALO PELOS OUTROS AMIGOS
O CHORO É DE ALEGRIA, NOSTALGIA
E QUE SE AQUI CANTAMOS, CONTAGIANDO
MUITA GENTE
SEI QUE AGORA
PODEMOS NOS APRESENTAR PARA VOCÊS TAMBÉM

“VIRA, VIRA, VIRA
NOS MANDARAM PARA CÁ
ORAMOS, REZAMOS
NÃO ENCONTRAMOS NINGUÉM …”

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‘Amor em vida’

Desde cedo sabia
Que os caminhos da vida
Me conduziram ao que hoje sou
Um menino bom, alegre que a natureza contagia
Uma pessoa simples
Com o dom que a natureza lhe impôs, utilizou dos recursos disponíveis para semear alegria e por que não o amor
Amor simples que atingisse, seja lá quem fosse, a ingenuidade das crianças, nas pessoas
Naqueles momentos em que o som dos instrumentos alimentavam minha voz
Fazia com que as pessoas sorrisem felizes, pedissem Bis E foi isso que ocorreu
Tornou-se pequeno o Brasil e eu. Pudemos interagir
Um grupo de meninos guerreiros ‘Mamonas Assassinas’
Que da tristeza, da maldade, da morte, nada queriam
Apenas a fantasia de uma guerra de sementes ‘mamonas’ que tanto quanto nossos gritos de guerra, alastravam por todo lado.
Foram bravatas, letras distorcidas. Uma guerra de ‘mentira’ em que todos cantando, dançando se falavam.
Os Gritos, o alarido, podia se ouvir do Alto.
Espíritos Amigos, Anjos Guardiões, ouviam perplexos os xingamentos, os versos duplo sentido, distorcidos.
Em contrapartida a meninada, as donas de casa e outros tantos ouviam e se divertiam.
A alegria explodia, fazendo um bem danado, aos sofridos encarnados com tantas provações a cumprir.
A Irreverência plena de um grupo de jovens tomava conta de um povo.
Um povo sofrido, mas, feliz porque do alto do morro, Cristo atento a tudo, protegia a nós e ao mundo.
Meio que distante, num morro semelhante, nosso avião foi se chocar.
Jovens chorando, com medo, repentinamente num mundo estranho foram se encontrar.
A banda se desmanchou em pó. O País chorou.
Jesus Cristo, nosso protetor, do Pão de Açúcar se deslocou. Tamanha a tragédia não tinha porque não amparar.
E lá fomos levados, para um mundo distante, contrariados, relutantes, amparados pela força e fé de todos que cantavam e agora choravam por nós.
Tudo passa e o que restou foi o suficiente, com o apoio dessa gente, o amor das pessoas nos fizeram flutuar.
Hoje, parece que foi ontem, fico muito feliz de me comunicar, afinal, somos de Guarulhos pode não parecer, mas, não saímos de lá.
Abraços de todos da banda.
Rogai por nós, Mamonas