Michael Jackson
O cantor norte-americano Michael Jackson (FOTO: Reprodução)

Após a suposta confirmação de que algumas das faixas do álbum póstumo de Michael Jackson não foram cantadas por ele, um advogado da Sony Music, negou a veracidade das declarações.

A informação chegou a ser veiculada aqui no Brasil pelo G1 e por vários dos principais jornais do mundo como verdadeira, porém de acordo com o advogado do caso, Zia Modabber, o julgamento e as investigações ainda não foram concluídos para confirmar a verdadeira autoria dos vocais das músicas.

De acordo com ele por meio de uma nota, desta vez oficial, nenhum representante da Sony havia se pronunciado sobre o incidente ou manifestado interesse em comentar o caso até este momento, o que invalidaria as supostas declarações divulgadas anteriormente.

Em comunicado divulgado posteriormente à revista Variety, a Sony negou a afirmação publicada nos outros veículos. “Ninguém admitiu que Michael Jackson não cantou nas músicas. A audiência foi sobre a Primeira Emenda proteger a Sony Music e o Estado e não houve nenhuma questão a respeito da voz nas gravações”, afirmou a empresa.

As informações preliminares teriam partido de uma suposta confissão feita pela gravadora publicada na página A Truth Untold, um perfil no Twitter que vem seguindo o caso de perto.

Gravadora assume que usou imitador de Michael Jackson em álbum póstumo

Os fãs do cantor Michael Jackson podem ficar mais tranquilos. Após uma longa batalha na justiça, representantes da gravadora Sony Music admitiram judicialmente que foram lançadas três faixas falsas cantadas por um imitador de Michael Jackson. Essas músicas, ‘Breaking News’, ‘Keep Your Head Up’ e ‘Monster’, foram divulgadas no suposto primeiro álbum póstumo da lenda intitulado “Michael” e lançado no ano de 2010. O disco estreou em terceiro lugar na Billboard 200 alcançando vendas na primeira semana de 228k.

Quando a Epic Records e a Sony Music Entertainment lançaram o álbum há oito anos atrás, muitos fãs imediatamente alegaram que algumas das faixas do álbum não pareciam ser cantadas por Michael Jackson. A mãe do rei do pop, Katherine Jackson, declarou também que acreditava que os vocais das músicas não pertenciam ao seu filho.

VEJA TAMBÉM: Stevie Wonder e Jennifer Hudson cantarão no funeral de Aretha Franklin

Já no ano de 2014, uma fã do cantor chamada Vera Serova, entrou com uma ação da Class Action contra um antigo amigo de Michael Jackson chamado Eddie Cascio e contra sua produtora, Angelikson Productions LLC, acusando-os de criar músicas falsas e depois vendê-las se fazendo passar por Michael. As canções foram vendidas inclusive, para a Sony Music Entertainment. O cantor era amigo dos irmãos Cascio desde a década de 80, e chegou a chamá-los muitas vezes de sua “segunda família”. O compositor James Porte, supostamente co-autor de doze canções póstumas de Michael Jackson, incluindo as três citadas acima, também estava envolvido no caso.

Tanto Eddie Cascio, quanto James Porte se defendiam alegando que todas as músicas foram gravadas com Michael Jackson em um estúdio no porão de Cascio em Nova Jersey no ano de 2007, mas não forneceram nenhuma evidência concreta para justificar a narrativa.

Já a fã de Michael Jackson e autora do processo, Vera Serova argumentou no Tribunal Superior de Los Angeles que as canções na verdade eram falsas e foram performadas por um perfeito imitador do cantor chamado Jason Malachi.

A fã citou várias inconsistências na forma como as músicas foram produzidas, e as contradições foram reafirmadas através de um relatório de 41 páginas do audiologista forense Dr. George Papcun, que concluiu pela pesquisa que as canções realmente não foram cantadas por Jackson. Confira os documentos do tribunal abaixo.