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A cantora norte-americana Taylor Swift (FOTO: Reprodução)

Mais um capítulo para a longa novela entre Taylor Swift e Scooter Braun. Na tarde desta quinta-feira (dia 23) a cantora utilizou o Instagram pra se manifestar a respeito do lançamento de uma performance sua, ao vivo, que seria feito nesta noite pela gravadora Big Machine Records. O show foi gravado em uma rádio há 12 anos atrás e, portanto, pertence à empresa que desde o ano passado vem travando uma barulhenta disputa judicial contra a cantora.

Através de uma nota de assessoria, Taylor afirma que não foi consultada pelos dirigentes de sua antiga empresa sobre qualquer autorização do conteúdo e que os detentores estão usando o show como uma maneira de ganhar dinheiro nestes tempos de crise.

Oi, pessoal! Quero agradecer meus fãs por me tornarem ciente de que minha antiga gravadora vai lançar um “álbum” com performances minhas ao vivo nesta noite. Esse registro é de um show que fiz em 2008, quando tinha 18 anos. A Big Machine havia programado um lançamento para 2017, mas eles vão lançá-lo na verdade nesta noite. Eu honestamente estou sempre com vocês então quero dizer apenas que este lançamento não foi aprovado por mim. Parece-me que Scooter Braun e seu time de investidores, a 23 Capital, Alex Soros e sua família, bem como o Carlyle Group, têm visto os últimos balanços e entenderam que pagar US$ 330 milhões pela minha música não foi exatamente uma escolha fácil e eles precisam de dinheiro. Em minha opinião… apenas outro caso de ganância descarada em tempos de coronavírus. De muito mau gosto, mas bem transparente”.

Recentemente, depois de passar meses em silêncio, o empresário Scooter Braun resolveu abordar o conflito que tem vivido com Taylor Swift. O magnata da música rompeu o silêncio em novembro numa sessão de perguntas e respostas na Conferência da Indústria de Entretenimento de 2019, patrocinada pela Variety e pela Câmara de Comércio de Hollywood.

Embora Braun não tenha mencionado Swift pelo nome, ele compartilhou uma mensagem clara sobre a disputa que vem mantendo com a artista, sugerindo que uma conversa com a cantora poderia ajudar a resolver qualquer desentendimento.

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“Quando há muitas coisas sendo ditas e muitas opiniões diferentes e os protagonistas ainda não tiveram a chance de se falar, há muita confusão” disse Braun a Shirley Halperin, moderadora de eventos e editora executiva de música da Variety.

“Não vou entrar em detalhes aqui, porque esse não é o meu estilo. Só acho que vivemos um tempo de polarização tóxica e de pessoas que pensam que a rede social é o lugar apropriado para exporem umas às outras e não conversarem. E não gosto de como os políticos fazem isto. Não gosto de ninguém as usando assim, e se isso significa que tenho que ser o vilão por mais tempo, serei o vilão por mais tempo, mas não vou participar “, acrescentou.

Logo depois, o empresário se manifestou em seu Instagram sobre o assunto tentando abrir uma possibilidade de diálogo com Taylor Swift e afirmando que ele, sua esposa e seus filhos vêm recebendo ameaças de morte dos fãs.

RELEMBRE A DISPUTA

O que vem rolando é que Taylor Swift descobriu que o empresário Scooter Braun comprou a Big Machine Records, gravadora da qual ela era contratada até 2019. Assim, o empresário passou a ser proprietário das gravações originais (“masters”) dos álbuns da popstar.

O magnata portanto, passou a ser a dono de tudo o que ela gravou até o álbum “reputation”, mais precisamente. O grande problema é que Taylor Swift desaprova totalmente Scooter Braun – e tem suas razões. A cantora, inclusive publicou uma carta aberta no Tumblr explicando seus motivos e já afirmou que pretende regravar todos os seus álbuns.