Thiaguinho
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Amigos desde a separação, Thiaguinho e Fernanda Souza interagiram no Instagram nesta terça-feira (15), e tudo por uma boa causa.

Em um post sobre racismo que deixou a web emocionada, o cantor contou a história de um garoto negro que cursava medicina e, após denunciar o episódio de racismo, o agressor que foi favorecido no boletim de ocorrência.

“Não tem cara de quem cursa medicina”, começou. “Essa foi a frase ouvida por Márcio Henrique, um estudante preto da federal. Após denunciar um ato de racismo, quando foi acusado de roubo e nomeado de escurinho da camisa azul”.

“Como se não bastasse o constrangimento dessa fala covarde, o próprio boletim de ocorrência feito, favoreceu ao homem que cometeu o ato racista”

E desabafou: “Então eu logo te pergunto, qual seria a cara para cursar medicina? Existe um padrão específico para o curso? Em um país onde desde seus primórdios, a história preta foi silenciada, apagada e marginalizada sim”.

“Nascemos e crescemos ouvindo e aprendendo sobre esse padrão, o mesmo que não nos encaixa de modo algum ou então, insere 1 preto a cada 20 brancos, porque é claro, o Brasil é “igualitário”. Em uma sociedade onde mais de 50% da população é negra, os espaços para nós, ainda são escassos. Um sistema ignorante que nos coloca de escanteio em lugares que são nossos por direito, empurram uma triste realidade onde precisamos ser 5x mais em tudo, porque se não, olha aí, é só mais um(a) preto(a) preguiçoso(a)”.

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“Uns e outros, ainda batem no peito e afirmam “no Brasil, não existe racismo” Bom, ou vivemos em uma realidade paralela ou nossos governantes não tem olhos para a população, o que você acha que faz mais sentido? E lá no alto, nos batemos novamente com aquele velho padrão… E eles ainda dizem que representam as massas, viu? Só esqueceram de dizer quais.”

Apoiando o ex-marido, Fernanda Souza repostou o texto em seu Instagram e ainda disse: “Ei, você, branco, precisamos nos INFORMAR, APRENDER, e LUTAR JUNTO! É uma luta de TODOS! Até quando a gente vai fingir que não é um problema nosso?”.

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Agradecido, Thiaguinho comentou: “Por essas e outras que agradeço a Deus por ter você na minha vida pra sempre! Obrigado!”.

A atriz respondeu: “Sua luta sempre foi a minha luta! E será assim pra sempre! Juntos somos mais fortes”.

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"Não tem cara de quem cursa medicina" . Essa foi a frase ouvida por Márcio Henrique, @marcio_henrique_98 um estudante preto da federal. Após denunciar um ato de racismo, quando foi acusado de roubo e nomeado de "escurinho da camisa azul". Como se não bastasse o constrangimento dessa fala covarde, o próprio boletim de ocorrência feito, favoreceu ao homem que cometeu o ato racista. Fonte: Mídia ninja Brasil, 2020. Então eu logo te pergunto, qual seria a cara para cursar medicina? Existe um padrão específico para o curso? Em um país onde desde seus primórdios, a história preta foi silenciada, apagada e marginalizada sim. Nascemos e crescemos ouvindo e aprendendo sobre esse padrão, o mesmo que não nos encaixa de modo algum ou então, insere 1 preto a cada 20 brancos, porque é claro, o Brasil é "igualitário". Em uma sociedade onde mais de 50% da população é negra, os espaços para nós, ainda são escassos. Um sistema ignorante que nos coloca de escanteio em lugares que são nossos por direito, empurram uma triste realidade onde precisamos ser 5x mais em tudo, porque se não, "olha aí, é só mais um(a) preto(a) preguiçoso(a)". Uns e outros, ainda batem no peito e afirmam "no Brasil, não existe racismo" Bom, ou vivemos em uma realidade paralela ou nossos governantes não tem olhos para a população, o que você acha que faz mais sentido? E lá no alto, nos batemos novamente com aquele velho padrão… E eles ainda dizem que representam as massas, viu? Só esqueceram de dizer quais. Infelizmente, o caso de Márcio Henrique é similar ao de vários pretos e pretas que diariamente, sofrem com essa realidade. Mas diferente dos nossos ancestrais, vocês não vão mais conseguir nos calar. Somos grandes, somos fortes e estamos cada vez mais unidos e essa união, tem um poder que vocês desconhecem. Deixo esse espaço aqui para você, meu irmão ou minha irmã que passou por esse ato covarde, para relatar os episódios sofridos, caso se sinta confortável. Saiba que terá todo o meu apoio, não vamos mais ignorar e nem tolerar o racismo. Amor preto cura, estamos juntos nessa, vidas pretas importam! . E aí, até QUANDO? ✊🏿🖤 . #EAíAtéQuando

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Entende a importância do meu post anterior? Ei, você, branco, precisamos nos INFORMAR, APRENDER, e LUTAR JUNTO! É uma luta de TODOS! Até quando a gente vai fingir que não é um problema nosso? BORA AGIR! Tamo junto @thbarbosa e @rafaelzulu ! 👊🏼♥️ #repost @thbarbosa ・・・ "Não tem cara de quem cursa medicina" . Essa foi a frase ouvida por Márcio Henrique, @marcio_henrique_98 um estudante preto da federal. Após denunciar um ato de racismo, quando foi acusado de roubo e nomeado de "escurinho da camisa azul". Como se não bastasse o constrangimento dessa fala covarde, o próprio boletim de ocorrência feito, favoreceu ao homem que cometeu o ato racista. Fonte: Mídia ninja Brasil, 2020. Então eu logo te pergunto, qual seria a cara para cursar medicina? Existe um padrão específico para o curso? Em um país onde desde seus primórdios, a história preta foi silenciada, apagada e marginalizada sim. Nascemos e crescemos ouvindo e aprendendo sobre esse padrão, o mesmo que não nos encaixa de modo algum ou então, insere 1 preto a cada 20 brancos, porque é claro, o Brasil é "igualitário". Em uma sociedade onde mais de 50% da população é negra, os espaços para nós, ainda são escassos. Um sistema ignorante que nos coloca de escanteio em lugares que são nossos por direito, empurram uma triste realidade onde precisamos ser 5x mais em tudo, porque se não, "olha aí, é só mais um(a) preto(a) preguiçoso(a)". Uns e outros, ainda batem no peito e afirmam "no Brasil, não existe racismo" Bom, ou vivemos em uma realidade paralela ou nossos governantes não tem olhos para a população, o que você acha que faz mais sentido? E lá no alto, nos batemos novamente com aquele velho padrão… E eles ainda dizem que representam as massas, viu? Só esqueceram de dizer quais. Infelizmente, o caso de Márcio Henrique é similar ao de vários pretos e pretas que diariamente, sofrem com essa realidade. Mas diferente dos nossos ancestrais, vocês não vão mais conseguir nos calar. Somos grandes, somos fortes e estamos cada vez mais unidos e essa união, tem um poder que vocês desconhecem. Deixo esse espaço aqui para você, meu irmão ou minha irmã que passou por esse ato covarde, para relatar os episódios sofridos!

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