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A cantora MC Tha (FOTO: Reprodução)

A funkeira MC Tha passou por apuros durante um show recente. A alça do vestido que ela usava caiu durante uma apresentação e ela acabou ficando com os seios à mostra.

O vídeo com o incidente durante a performance da artista acabou indo parar no site pornográfico Xvideos. A cantora de “Rito de Passá” já informou que tomou as medidas cabíveis e pediu aos fãs que denunciem o conteúdo caso o vídeo seja publicado novamente em veículos de pornografia.

“Assistir aos vídeos do show em outro contexto foi visitar a Thais de 15 anos. Lágrimas silenciosas rolaram e eu só queria alguém aqui em casa pra me acolher nos braços. Senti de novo a sensação de quando fiquei ‘falada no bairro’ porque dois meninos saíram contando duas histórias sobre mim que nunca aconteceram realmente do jeito que eles espalharam. Eu ia pra escola e todos olhavam pra mim tirando sarro”, lamentou a cantora nas redes sociais.

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A artista explica que não são somente seus seios que estão em jogo. “Há muito tempo, entendi esse meu direito de usar meu corpo como eu bem quiser. A pergunta é: até quando nossos corpos vão ser hipersexualizados e exibidos como mercadoria e patrimônio único e exclusivo dos porcos que não aguentam ver mulher se entendendo, se amando, se aceitando nessa sociedade?”, escreveu a funkeira MC Tha.

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A noite em que descobri que minha imagem estava exposta no xvideos: O show que fiz no Largoz foi um dos mais lindos que fiz nessa temporada. Quando entrei pra cantar, já na primeira música, a alça do meu vestido começou a cair! Em palco, se for preciso, eu anulo qualquer coisa para me sentir confortável pois a sensação de não me sentir a vontade atrapalha totalmente o andamento do meu show e neste caso deixei que meus seios aparecessem de vez. Foi lindo, eu amei assistir os vídeos pós show. Mas hoje eu soube dessa. Assistir aos vídeos do show em outro contexto foi visitar a Thais de 15 anos. Lágrimas silenciosas rolaram e eu só queria alguém aqui em casa pra me acolher nos braços. Senti de novo a sensação de quando fiquei “falada no bairro” porque dois meninos saíram contando duas histórias sobre mim que nunca aconteceram realmente do jeito que eles espalharam. Eu ia pra escola e todos olhavam pra mim tirando sarro. Na época, eu tinha acabado de começar a cantar funk, então era mais um motivo: show-peituda-gostosa-funk-funkeira-mctha. Mas os palcos da época me fizeram dar a volta por cima e me ensinaram a me colocar neste mundo como eu bem quisesse. E hoje eu sou assim, como eu quero que seja! Pensei na quantidade de meninas que são expostas diariamente. Senti a dor de todas elas. Mulheres que não tem e talvez nunca tenham a vivência que tive pra poder “ficar em paz” mediante a uma coisa dessas. Senti a moça que trabalha comigo, dona Maria Mulambo das Almas. Ela me trouxe a lembrança de quando fui comprar a sua imagem e na imagem de gesso ela aparece vestida de vermelho com um dos seios aparecendo, no dia eu sorri e falei mentalmente com ela: até nisso somos parecidas (“é maloqueira, é da lixeira, ela é da pá virada. Ela é Maria Mulambo e não te deve nada!”). Depois dessa recordação me acalmei e me senti acolhida! Porque o que está em jogo aqui não é meu mamilo, pois a muito tempo entendi esse meu DIREITO de usar meu corpo como eu bem quiser. A pergunta é: até quando nossos corpos vão ser hipersexualizados e exibidos como mercadoria e patrimônio único e exclusivo dos porcos que não aguentam ver mulher se entendendo, se amando, se aceitando nessa sociedade?

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