whitney houston
A cantora norte-americana Whitney Houston (FOTO: Reprodução)

Não sendo um grande fã de Whitney Houston, Bret Easton Ellis, autor de American Psycho, tinha algumas coisas negativas a dizer sobre a cantora.

A história retrata Bateman, um homem dos anos 1980. Ele é um empresário superficial, sem respeito pelas mulheres. Além disso, ele é obcecado pela audição fácil dos anos 1980. Seus três artistas favoritos são Houston, Phil Collins e Huey Lewis and the News.

O personagem elogia especialmente a versão de Houston da balada ‘The Greatest Love of All’: “É uma das melhores e mais poderosas canções já escritas sobre autopreservação e dignidade”, diz ele. “Sua mensagem universal atravessa todas as fronteiras e instila a esperança de que não seja tarde demais para melhorar a nós mesmos”.

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O fato de Bateman ser um assassino em série dá ao seu apreço pelo trabalho de Whitney Houston um toque satírico. Sem surpresa, o autor disse ao Complex que não era fã de nenhum dos artistas favoritos de Bateman.

“Eu sabia que esses capítulos musicais iriam existir e era realmente uma tarefa árdua, e eu realmente não era fã de Whitney Houston, e todo mundo na época era (…) Foi um mês miserável de escrita”, disse.

Embora o filme contenha algumas das referências mais famosas a Houston na cultura pop, a EW relata que ela não permitiu que sua música fosse usada no filme por causa da violência.

Porém, mesmo sem a permissão da estrela, a música foi usada. Segundo Lynn Volkman, representante de Whitney, “eles não estão usando a versão de Whitney e ela não escreveu a música, eles não precisaram vir até nós”.

No filme final, o personagem discute Whitney Houston até mesmo em uma versão instrumental de “The Greatest Love of All”. Ela se tornou parte dos mitos psicopatas americanos – mesmo que ela não gostasse da violência do filme.