Zeca Pagodinho chega aos 60 anos com festa regada a 5 mil litros de cerveja

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Um dos principais nomes da música brasileira, o sambista Zeca Pagodinho completa hoje 60 anos de idade. Uma reportagem especial da Globo News conseguiu resgatar imagens raras do cantor, como entrevistas antigas e até registros de quando o músico ajudou vítimas de uma enchente perto de seu sítio em Xerém, na Baixada Fluminense. As imagens na época chegaram a ser compartilhadas de forma viral nas redes sociais.

Zeca que na verdade se chama Jessé Gomes da Silva Filho nasceu no bairro de Irajá. Trabalhou como feirante, camelô, office-boy e também como anotador de jogo de bicho – ou, como o próprio sambista gosta de dizer, “corretor zoológico”. Foi inclusive em um dos blocos carnavalescos do bairro fluminense, o Boêmios de Irajá, que o músico ganhou o apelido que se tornaria seu sobrenome.

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Foi no tradicional bloco Cacique de Ramos, grêmio tradicional da Zona Norte da cidade que o músico encontrou sua madrinha no mundo da música: a sambista Beth Carvalho. “Eu conheci o Zeca lá no cacique e fiquei impressionadíssima. Percebi que ele tinha algo a mais, cantava suave”. O mesmo local foi onde despontaram alguns dos maiores nomes do samba brasileiro como Jorge Aragão e Arlindo Cruz.

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O compositor de canções como “Camarão que dorme a onda leva”, “Não sou mais disso”, “Judia de mim” e “SPC” se tornou famoso no cenário da música brasileira quando, aos 26 anos de idade, vendeu 1 milhão de cópias do seu primeiro álbum em estúdio.

“Essas coisas, a gente não escolhe. Você não pode dizer: ‘Eu vou ser artista’. A vida é que tem que te dizer: ‘Você é que vai ser artista, queira ou não queira” afirmou Zeca Pagodinho sobre o sucesso. 

Eu me sinto à beira dos 30, um menino, na jovem guarda” afirmou o cantor numa entrevista ao jornal O Globo. “Mas depois que completar 60 vou dar um tempo, quero viver a minha vida. Já cheguei a fazer três shows na sexta, três no sábado e às vezes fazia até um no domingo, no (clube) Pavunense. A gente topa isso quando se é novo, mas era um show corrido, não era um show legal, montado. Eu cantava uma hora e vinte, ia para outro lugar e chegava ao hotel às seis da manhã… Hoje é bem diferente” diz o músico.

Para comemorar a simbólica data, o sambista reservou 5 mil litros de cerveja. As comemorações tiveram início ainda no sábado e invadiram o domingo com um show no Jockey Club do Rio de Janeiro, se encerrando nesta segunda-feira (dia 2).

2018 foi um ano especial para o músico, embora ele admita que ainda não saiba lidar com o AVC sofrido pelo parceiro de longa data, o sambista Arlindo Cruz. “Tô esperando o Arlindo levantar, aparecer ali e dizer “Vamos tomar uma cerveja!”. Porque quem tem fé espera” – declara.

Para se distrair, Zeca Pagodinho viajou pelo Brasil ao lado da cantora Maria Bethânia. A turnê De Santo Amaro a Xerém aconteceu após uma reunião de sucesso entre os dois músicos no sítio de Zeca.

Sucinto e bem-humorado, o pagodeiro completa: “Pelo que eu fiz na vida, pô, era para ter morrido há muito tempo! Antigamente eu ligava o foda-se e ia. Se eu deixasse a vida me levar, tava fodido!”.

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