Os cantores goianos Zezé Di Camargo e Luciano (FOTO: Reprodução)

Falar em Zezé Di Camargo e Luciano é associar arte ao romantismo. “Sonhos de amor”, “Fera Mansa” e “A Ferro e fogo”… Quando os acordes dessas músicas ecoarem na tela da Band, o público vai perceber que o amor está no ar, melhor: invadiu a sua casa. Será assim, nesta sexta (10/7), a partir das 22h30, no “Música na Band”, na TV e na rádio FM também. Mas, antes, às 21h30, os dois filhos de Francisco estarão no “Brahma Live”, no canal da dupla no Youtube.

Segundo o diretor Fábio Lopes, da Agência Hit, que assina a direção da turnê “Amigos” e , agora, a live show da dupla, a apresentação será feita diretamente dos estúdios da Rede Bandeirantes, no bairro Morumbi, em São Paulo. “Algumas edições do ‘Música na Band’ foram feitas em externas. Para Zezé Di Camargo e Luciano, montamos um cenário especial e, seguindo todas as normas e recomendações da OMS, teremos cinco músicos, porque é inviável colocar a banda completa. O cenário será com perspectivas para que a gente possa desfrutar do espaço com consciência”, afirma.

Vale lembrar que recentemente dois membros da equipe musical da dupla, contraíram o novo coronavírus. Um desses músicos foi Helio Bernal, que é baixista e diretor da banda. O artista chegou a ficar na UTI do hospital Metropolitano de São Paulo, entretanto já se curou e está em casa. O outro músico que estava enfermo é o técnico de som, Sidnei Garcia da Silva, 53 anos que nem precisou de internação e se recuperou em casa.

A FORMA DO AMOR:

“É o amor em casa”. É assim que Zezé Di Camargo define a sua live. Para produzir e participar de cada detalhe do show, o cantor deixou a sua fazenda, no interior de Goiás, e está em São Paulo desde segunda à noite para

ensaiar e preparar o repertório. A apresentação terá três horas de duração: das 21h30 às 22h30, no canal da dupla no Youtube. Das 22h30 à meia noite e meia, na Band, dentro do projeto “Música na Band”, simultaneamente na rádio Band FM.

Mais romântico do que nunca, Zezé Di Camargo e Luciano prometem uma viagem nos grandes hits de sua carreira. “Tenho certeza de que, de casa, o público fará coro a todas as canções. Todos poderão contemplar um pedacinho de cada época e, nesta, digamos nova era, escrever uma nova história entre a gente e os fãs, de quem sentimos tanta falta”, declara Luciano.

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É fato que, se tivesse câmera na casa de cada um, seria possível captar a plateia fazendo papel de coral, mesmo, dada a alta popularidade das letras de uma centena de canções dos protagonistas do “Música na Band” desta sexta. Como em se tratando de Zezé Di Camargo e Luciano, as pessoas querem mesmo é ver de que forma tudo isso vai acontecer e essa curiosidade é o que arrasta os fãs para os shows, com lotação esgotada, vale aqui o spoiler do repertório, afinal, audiência está garantida e os fiéis seguidores da dupla querem conhecer o cardápio. A saber:

Sonho de Amor

Fera Mansa –

Ferro e Fogo

Sem medo de ser feliz

Tão linda Tão Louca

Vivendo Por Viver

Dou a vida por um beijo

Mentes Tão Bem

Você Vai Ver

Toma Juízo

Tarde Demais

Pra não pensar em você

Eu te amo

No dia em que sai de casa

É o amor

Mexe que é bom

Estrada do amor

Dois corações e uma história

Pra mudar minha vida

Como um anjo / Faz mais uma vez comigo

Saudade Bandida

Pedras

Te Extraño

Menina Veneno

Estrada da Vida

Do outro lado da cidade

Ainda Ontem Chorei de saudade

Copo duplo de solidão

Galera Felicidade

Vale lembrar que recentemente dois membros da equipe musical da dupla, contraíram o novo coronavírus. Um desses músicos foi Helio Bernal, que é baixista e diretor da banda. O artista chegou a ficar na UTI do hospital Metropolitano de São Paulo, entretanto já se curou e está em casa. O outro músico que estava enfermo é o técnico de som, Sidnei Garcia da Silva, 53 anos que nem precisou de internação e se recuperou em casa.

SINÔNIMO DE SUCESSO:

Nem Zezé Di Camargo e Luciano sabem muito bem como é que 29 anos se passaram desde que “É o Amor” se consagrou de Norte a Sul do país, sendo, de tempos em tempos, regravada pelas vozes mais plurais da Música Brasileira. Mais que isso: por mais planejamento que tenham traçado nessas quase três décadas, parece espantoso até para eles o fato de estarem em voga de modo tão constante, por todo esse tempo, período que parece um grão na história da humanidade, mas que tem absoluta relevância no quebra-cabeça da vida da gente. A profundidade que se faz presente nessa história, de certa forma, inspira a dupla no momento atual em que vivemos. Por isso, a apresentação no “Música na Band” será em grande estilo.

E para só firmar o que todos sabem, vamos traduzir em números o sucesso com tanto conteúdo: são mais de 40 milhões de cópias vendidas, 27 CDs, 1 EP e seis DVDs. Só no Brasil, somam cerca de 120 shows por ano, com público médio de 40 mil pessoas, enquanto avançam fronteiras pelo mercado latino vizinho ao Brasil, com sucesso esplendoroso. A façanha maior, no entanto, está na permanência constante no top 10 das paradas de sucesso durante esses 29 anos. Em 2005, ao emprestar suas histórias ao cinema para o longa-metragem “2 Filhos de Francisco”, as bilheterias fizeram jus ao histórico da dupla, com mais de seis milhões de ingressos vendidos. Em 2017, ganharam vida no enredo da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, no Rio. Em 2018, eles também estiveram em cartaz com o musical sobre a saga dos Camargo, uma produção da T4F. E vale ainda lembrar que, na literatura, tiveram “Simplesmente Helena”, livro sobre a história da mesma família sob a ótica da matriarca.

A “viagem no tempo”, a qual a dupla se refere sobre o repertório do show, que agora se apresenta no Youtube e na Band, surge como oportunidade rara, e muito especial em razão da nova forma com que eles e a classe artística têm se esmerado em levar música ao público em casa. É uma forma de celebrar o amor, sim, e também uma história de sucessos, de percorrer toda essa linha do tempo por meio das canções que fazem sua trilha sonora. E, ouvindo todo o repertório, é de se perguntar se realmente se passaram tantos anos, ou se tudo parece ter sido cantado ontem mesmo, um pouco pela falta de noção que a velocidade do tempo nos impõe, um pouco pela permanência dessas canções na nossa memória afetiva. Ainda mais agora, em plena pandemia, quando o amor é a palavra chave para se manter vivo.