O astro norte-americano Elvis Presley (FOTO: Reprodução)

Lembrar de Elvis Presley, é recordar do seu remelexo no palco, que junto à sua música o transformaram no Rei do Rock. O que muita gente não sabe é o real motivo de todo seu requebrado que era bem e mal falado, no entanto, a habilidade foi conquistada através de outra faceta do astro: a de lutador. O norte-americano praticou por 20 anos o caratê. Não só treinou, como se tornou faixa-preta na modalidade.

Foi durante o alistamento militar que Elvis descobriu esse amor, que ele manteria por toda a sua vida – o ‘diploma’ de sua faixa-preta, dizem que, era mantido em seu bolso até sua morte, em 1977. O famoso nunca largou 100% os treinos e acabou sendo visto como um difusor da arte marcial nos Estados Unidos, num período em que a febre por Bruce Lee e Chuck Norris ainda estava por iniciar.

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Porém, nem tudo que relacionou a arte marcial acabou bem para Elvis, que ganhou o apelido de “O Tigre” como lutador, na década de 1970 – quando também estudou o taekwondo. Também foi o caratê que indiretamente motivou o término de seu casamento com Priscilla Presley, por conta de uma traição realizada por ela. A ex-esposa do Rei do Rock conheceu o amante num evento organizado pelo professor de Elvis.

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Priscilla e o lutador de artes marciais Mike Stone (FOTO: Reprodução)

O professor Mike Stone conheceu Elvis e Priscilla Presley em 1968 num Campeonato de Karatê do Havaí, promovido pelo instrutor de longa data de Elvis, Ed Parker. Em fevereiro de 1972, Priscilla se divorciou de Elvis e foi morar com Stone, com quem ela mantinha um longo relacionamento. Stone tinha, na época, um filho pequeno e uma esposa grávida e trabalhava como guarda-costas do produtor Phil Spector. Antes do enlace entre Priscilla e Stone, após um show, Elvis convidou Stone para a suíte de cobertura do casal, onde Elvis sugeriu que Priscilla passasse treinasse com Stone.

Três semanas depois, Priscilla fez uma viagem de 45 minutos para a escola de Stone em Huntington Beach. Por causa da distância, Priscilla optou por treinar com Chuck Norris, que tinha uma escola no oeste de Los Angeles, mais próxima da casa dos Presley. Depois, Stone passou a fazer viagens ocasionais à escola de Norris para treinar Priscilla. O relacionamento logo se tornou romântico, contribuindo para a separação de Elvis e Priscilla em fevereiro de 1972 e para o divórcio em 1973. Stone e Priscilla acabariam se separando porque ele vendeu uma história com uma manchete para o tabloide da Globe intitulada “Como eu roubei a esposa de Elvis Presley”. Depois, Priscilla disse que ela se separou de Stone, “porque ele foi à imprensa”.

A PAIXÃO DE ELVIS PRESLEY PELO KARATÊ

A aparência de Elvis Presley foi uma surpresa e ao mesmo tempo um ‘choque’ para quem vivia no final da década de 1950. O cantor chegou aos palcos com seu gingado e até capas de disco eram alvo da censura, para que ele aparecesse somente da cintura para cima.

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Nos anos 1960, Elvis acrescentou um “tempero” novo aos seus passos. Com chutes, simulação de socos e movimentos marcados, o caratê acabou se tornando uma marca carimbada em suas apresentações, que às vezes tinham trechos específicos para ele fazer sua demonstração. A arte também apareceu muito em seus filmes, em que grande parte das vezes ele atuava sem dublês, e até nas roupas que ele levava aos palcos.

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Em julho de 1960, Elvis Presley conquistou a faixa-preta de caratê. Porém não foi fácil. À época, não se dava faixa-preta a esmo. Foi quando, seu mestre o mandou treinar com outro técnico mais ponta firme, chamado Hank Slemansky, da escola chito-ryu. Foram muitos dias de preparação e testes, que levaram o artista à exaustão. Slemansky queria saber “do que era feito” Elvis. Assim, bem na segunda sessão o colocou em um treino com contato total, uma porradaria pra valer. Elvis apanhou um bocado, mas mostrou seu espírito. Em 1974, ele alcançou sua graduação máxima, com o oitavo dan.

Através do caratê, Elvis fez alguns projetos. Além da imensa ligação que ele manteve com os militares, fazendo doações e ajudando ex-companheiros, ele também tentou investir em alguns projetos ligados à arte marcial que iniciou como soldado. Em 1974, ele criou o Instituto de Caratê de Tennessee, que era dirigido por dois amigos. No mesmo ano, ele se envolveu nas gravações de um documentário sobre artes marciais. Ele participou das gravações, parte delas retratando aulas de defesa pessoal. Mas na virada para 1975, o projeto intitulado “The New Gladiators” acabou sendo descartado e restaram apenas as imagens gravadas, sem que se tornasse realmente um filme

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